É assim. Pensamos que podemos fugir mas depois descobrimos que já entrou, como um vício mau, e não há nada a fazer. Vemo-nos por lá.

Não tenho tempo para escrever neste Blog, por isso mais vale terminá-lo que mantê-lo ligado à máquina.
Peço ao Cogumelo; ao Marco ; ao Zero, que me lincaram, que me perdoem a eutanásia e o trabalho de apagar o link.
Aos visitantes ocasionais que foram passando, não percam mais tempo aqui. A todos, muito obrigado pela paciência e pelos simpáticos comentários.
Vou continuar por aí, como visitante, como faço desde 2003, altura em que descobri a Blogosfera. Mas por aqui, finito est.
Falta de tempo revela falta de método.
E é desse tempo, ou método, que sinto falta para actualizar o Blog. E tenho alguma urgência em fazer por aqui uma mudança que é dar-lhe música.
Eu sei, eu sei… é uma ideia batida, feita por muitos, com gostos variados e que, no fundo, não acrescenta realmente nada ao conteúdo… mas é exactamente por isso que penso que se poderá fazer algo diferente.
A música que por aí se ouve é comercial; está nos blogs, mas também está na rádio e nos escaparates da lojas e, mais tarde ou mais cedo,acabará por ficar lá pela prateleira, esquecida porque é pobre, momentânea, passageira… Nada de novo, portanto.
E depois, há que escolher música ligeirinha de digestão, não vão os visitantes enjoar-se. Esta é uma das formas de estar que mais me tiram do sério, o fazer para a plateia. Sempre acreditei que devemos fazê-lo, simplesmente, e se isso nos trouxer leitores, tanto melhor… Desde que nos dê prazer, ou alguém espera enriquecer com isto?
Para chegar ao que me trouxe. E que tal se vos desse Jazz. Eu sei, eu sei que os vossos ouvidos ainda não aguentam alguns sons mais experimentais, mas, e se eu vos desse um som agradável, para vermos se começamos a ouvir. E que tal um Miles. Nem é tarde, nem é cedo… É para Jazz.
Entenda-se este para jazz numa perspectiva lata… de para breve. Maldito método que me escapa.
… e de há dois dias para cá, desde que descobri que o meu vizinho tem uma ligação Wireless, não gasto um tostão em internet
Depois do comentário do meu único leitor, o Cogumelo, pensei melhor nisto e, não deixando de estar ligado ainda à rede Wireless do meu vizinho, gostaria de lançar daqui um desafio ao meu caro amigo (permite-me) Marco Santos do Bitaites; fazer, num dos Bits&Bytes, um tutorial para ajudar os leitores e proprietários de redes destas a livrarem-se de usurpadores (como este que vos escreve). Que te parece?Nasceu, segundo dizem o Bitaites e a Blogotinha, mais um Blog parasita, do Bruno Nogueira, que é aquele gajo que parece uma girafa e que tem a mania que é importante para não permitir comentários, e está excelente.
Chama-se Corpo Dormente, deve ter sido da queda que, com aquele tamanho, já se sabe, e pode ser visitado carregando neste Link que vai bater o record do Guiness como o maior do mundo. Vão lá, andando.hoje percebi que só se consegue acabar com um blog quando já se está apaixonado por outro. É o caso.
Implosão (?) das Torres da Torralta - Tróia.
Hoje, às 16H00, o primeiro-ministro, Engº. José Sócrates e o Engº. Belmiro de Azevedo, presidente do grupo Sonae, vão juntos carregar no botão que demolirá as torres da Torralta em Tróia.
Foram até distribuidos binóculos para que o público que assista ao espectáculo, a partir da outra margem, não perca nenhum pormenor . Não é todos os dias que, num tempo máximo previsto de 8 segundos, duas torres “pesadélicas” vêm abaixo. E a cobertura televisiva do evento prevê-se exaustiva, como em tudo em Portugal. Já se sabe que os telejornais vão perder 30 minutos a mostrar e remostrar as imagens, com explicações técnicas aprofundadas acerca do fenómeno. Hoje, pelas 21H00, vamos ser todos especialistas em demolições, que é coisa que pode fazer jeito, nunca se sabe.
Mas é incorrecto usar o termo implosão para o que se vai passar. Implosão é, por exemplo, o que acontece com uma estrela moribunda, em que o seu núcleo se torna tão denso que atrai toda a matéria periférica da estrela. Isto é, a estrela esmaga-se contra ela própria, dando lugar a um buraco negro, que não é mais (ao que se julga) que a estrela toda “implodida” num núcleo tão denso que exerce sobre o espaço que o rodeia uma força gravitacional tão poderosa que nem a luz se consegue afastar, pelo contrário, é engolida pela estrela.
E, se assim é, o que nos preparamos para assistir é a uma explosão, a uma demolição. Até porque as Torres não vão cair para dentro de um buraco, ou não vão cair totalmente. Tem que ser criado um perímetro de segurança porque os destroços se vão projectar a longa distância. [Claro que opiniões mais eruditas dizem que o termo está correcto]
Não é preciosismo de linguagem, mas as coisas devem ser ditas com exactidão e não cair num carreirinho linguístico por onde todos passamos. E os jornalistas são os principais culpados destas situações.
O que eu quis ser quando fosse grande.
Passei ao lado de uma grande carreira como fotógrafo, disso não tenho dúvida. E continuo a pensar que um dia conseguirei atingir o objectivo de me levantar da cama com vontade de ir trabalhar.

