João Soares, o candidato Socialista à Câmara Municipal de Sintra (o segundo maior concelho do país, e já se sabe como é calculado o salário dos presidentes de Câmara!) disse que, caso não ganhe as eleições, não será vereador. É mais um caso típico de prioridades, as pessoais primeiro, as do munícipio, a seguir.

Esta afirmação não é, contudo, tão extraordinária quanto a proferida por Santana Lopes. O ex-primeiro-ministro, para assumir o seu lugar de deputado, teria que deixar a CML até ao dia 12 deste mês. Fê-lo ontem, depois de algumas semanas de ponderação (?). Mas adiantou que o fazia até “orientar” a sua vida, na sua carreira de advogado “em escritório próprio” como frisou. Isto é, fá-lo não para o bem-comum e para a defesa dos superiores interesses da nação, mas para ganhar tempo para se “endireitar”.

E se dissermos que isto é preocupante, adianta?